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Decorreu a 16 de julho de 2019, na Biblioteca Marmelo e Silva, em Espinho, mais uma Jornada do Idoso, organizada pela Cerciespinho.

Tivemos a honra da presença dos seguintes distintos palestrantes: Prof. Dr. José Pinto da Costa especialista em Medicina Legal e Professor Catedrático Jubilado; Dra. Teresa Sabino, Médica Especialista e Coordenadora da Unidade de Saúde Pública do ACES Espinho/Gaia e Dra. Alexandra Flor Bastos, advogada. A moderar a mesa tivemos a Dra. Isabel Breda, médica e coordenadora da USF de Anta.

Passamos a referir as principais conclusões do exímio encontro sobre “Ética nos Cuidados”:

1º - Prof. Dr. José Pinto da Costa
Iniciou com um humor caraterístico a sua peculiar explanação referindo que:
- O idoso acumula doenças e perde capacidades ao longo do tempo devido à experiência que foi adquirindo;
- Todos somos seres de direitos;
- Devemos ter o direito de viver em liberdade;
- É necessário ressuscitar os princípios convencionais do idoso;
- Referiu que as leis deviam ser ajustadas à nossa sociedade e realidade;
- Precisamos de ter competência ética e legal para dispor da nossa vida;
- Existe evolução relativamente à valorização da vida;
- A positividade na escolha da morte está vetada aos portugueses, abordando questões sobre o direito à eutanásia;
- Salientou também que qualquer crime público é obrigatório denunciar.

2º - Dra. Teresa Sabino
De forma clara e diretiva, explicou o papel da Unidade de Saúde Pública, traçando os seguintes pensamentos:
- Têm a responsabilidade de procurar a causa dos problemas;
- Têm as seguintes competências: juntas médicas (avaliação em contexto domiciliário só a acamados, a avaliação é individual e multidimensional); mandados de condução; vistorias (para melhoria das condições habitacionais e acessibilidades…); entre outros;
- Salientou que em Espinho, existe uma taxa elevada de habitantes idosos e a maior prevalência de problemas de saúde é a hipertensão, sendo a alimentação um fator predisponente;
- Alertou que a prevenção é emergente;
- Explicou os procedimentos inerentes ao internamento compulsivo que só é possível após avaliação em saúde mental;
- A área de saúde mental é precária e possui poucas respostas;
- Finalizou referindo que é fundamental melhorar a capacitação; priorizar a saúde do idoso e melhor a articulação intersectorial.

3º - Dra. Alexandra Flor Bastos
- Abordou de forma esclarecedora e pragmática os direitos das pessoas idosas e as formas legítimas de promoção e defesa dos seus direitos;
- Alertou que existem muitos crimes perpetuados em domicílio que, por “vergonha”, as vítimas não fazem acusação ao Ministério Público nem à Polícia;
- É necessário a comunidade/rede alargada estar atenta e colaborativa;
- Existe falta de solidariedade e proteção aos mais desprotegidos;
- É fundamental a articulação e eficiência entre todos os serviços;
- Por fim, esclareceu os procedimentos inerentes às procurações e testamentos vitais.

Desde já, o nosso sincero agradecimento pela disponibilidade e excelência dos testemunhos dos convidados e da participação atenta e interventiva do público.

Neste encontro contamos com a presença de mais de 40 participantes, respondendo 37 participantes ao questionário sobre a importância e a qualidade desta intervenção.

Os resultados indicam um grau de satisfação geral de 96%
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Relembramos que o próximo encontro será no dia 24 de setembro de 2019, com o tema “Comunicação no Envelhecimento”.



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